quinta-feira, 24 de julho de 2008

É tiro ou festa?

Hoje chegando na empresa, ouvi alguns funcionários comentando um fato que havia acabado de acontecer: Teve tiroteio no Engenho Novo.

O que realmente chamou a atenção nesta conversa, era o fato de 2 estagiários aqui da empresa estarem em um ônibus no momento desta ocorrência.

Agora é que vem a questão que me aflige e demonstram à banalidade em que se chegam às coisas.

Eles disseram que durante o fato, todo mundo se abaixou, reação natural, pois ninguém quer levar bala, porém, a estagiária que está lá, achou o tiroteio uma questão engraçada e enquanto o outro se abaixava ela levantava a cabeça sorrindo a toa para ver quem é que estava atirando.... e chegou ao cúmulo de ligar para a mãe, “como se estivesse em uma festa perto de artistas”, para dizer que estava no meio do tiroteio e que era para ela ouvir os tiros... “como se isso fosse um sinal de status”.

Agora me vem a pergunta que não se quer calar: Será que essa geração acha isso uma coisa comum? Será que o valor da vida “especificamente a dela” é menor que o prazer da emoção. Se é que podemos chamar isso de emoção!

[]´s a todos!!!

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