Não sou carioca, mas desde pequeno sempre vim para o Rio, pois tenho parentes em diversos locais da cidade... além é claro do tempo que jogava basquete por minha cidade e por isso conhecia todos os cantos e clubes do Rio de Janeiro... mas uma coisa que nunca havia feito era andar de trem.
Apesar de já ter passado milhares de vezes em frente a Central do Brasil, nunca havia entrado lá... sempre vi o tumulto das pessoas naquele vai e vem... mas nunca vivenciei isso.
EIS QUE CHEGOU O DIA...
Como estou em Copacabana, uma maneira fácil de ir pra Central e ainda economizar uns trocados é indo de metrô. Pois há uma integração chamada Super Via que dá um desconto pra quem pega o metrô e depois continua o trajeto de trem ou vice versa. Mas pra isso tem que comprar os dois bilhetes juntos.
Então lá fui eu, com minha vida calma e despreocupada... apenas não querendo me atrasar para a entrevista, fui cedo pois não sabia onde ficava o tal lugar chamado Encantado, mas por indicação, tendo de descer na estação Piedade.
Saindo de Copa de metrô, já havia passado pela estação da Central diversas vezes, pois quando fazia pós-graduação, descia na estação praça XI. Mas desta vez, fiquei ali mesmo.
Seguindo as placas e indo para a saída já dentro da Central do Brasil, tomei o primeiro impacto. Eu na contramão daquela multidão que estava chegando dos trens e indo pegar o metrô.
Putz... Não esperava ver tanta gente assim logo de cara. Parecia um estouro de boiada vindo em minha direção. E eu ali todo engomadinho pensando apenas na entrevista para o emprego. Para não ser pisoteado... fui pelos cantos que não sou bobo... e assim entrei na Central do Brasil.
O nome faz jus ao monumento que é aquele lugar... uma central que une a malha ferroviária vinda de várias partes do Rio e Grande Rio. No meio daquele bando de gente com vários sotaques diferentes, fui caçando onde seria a entrada, pois apesar de ter uma coluna com mais de 40 catracas eles não liberam todas...
Assim que passei pelas catracas eletrônicas, fui direto no guichê de informações pra saber onde iria pegar o trem que me levaria ao destino certo. A recepcionista me informou na boa e visualmente comecei a procurar a plataforma certa... detalhe são mais de 10.
Pelo alto falante avisaram que o trem com o meu destino já estava na plataforma e que as pessoas deveriam embarcar nos vagões da frente. Pô... fui o mais pra frente que eu pude!!! rs rs rs
Pô... cheguei no trem e para minha surpresa ele era mais confortável que o metrô! Ar condicionado, bons acentos, um visual muito maneiro. Pensei: A zona norte ta melhor que a zona sul!
No alto falante, o motorista ou sei lá como chamam o cara que guia o trem, ia avisando o nome de cada estação. Os destaques para mim foram a estação de Mangueira (pois você vê em alguns cantos as cores da escola de samba), Maracanã (pois você vê o estádio do Maraca) e Engenho de Dentro ou Engenho Novo não me recordo o nome correto agora (pois você vê o estádio do Engenhão) que por sinal é muito bonito. E a próxima estação foi onde eu desci.
A VOLTA
Essa foi boa... fui pra estação já sofrendo no calor da tarde, pensando que iria me refrescar naquele trem com ar condicionado, mas bonito que o metrô. Putz... que decepção... o trem parou na estação e pra verificar se não era brincadeira olhei lá pra traz pra ver se não tinha ninguém empurrando aquela coisa velha caindo aos pedaços... totalmente diferente no trem que me levou até ali.
Porra, assim descobri como neguim sofre nessa vida suburbana!!!
Em breve novas histórias.
[]´s a todos!
Termos utilizados e seus significados:
Copa: Não tem nada haver com árvores. Simplesmente é uma gíria abreviando o nome do bairro de Copacabana.
Engomadinho: Gíria utilizada pra dizer que a pessoa estava vestindo uma roupa social (Camisa, terno, gravata e etc).
Neguim: Branco, negro, alto, baixo, homem, mulher, loira, monera, ruiva. Gíria genérica pra citar um bando de indivíduos. Só porque eu falei de escola de samba, não vão pensar que falei do Neguim da beija-flor.
Apesar de já ter passado milhares de vezes em frente a Central do Brasil, nunca havia entrado lá... sempre vi o tumulto das pessoas naquele vai e vem... mas nunca vivenciei isso.
EIS QUE CHEGOU O DIA...
Como estou em Copacabana, uma maneira fácil de ir pra Central e ainda economizar uns trocados é indo de metrô. Pois há uma integração chamada Super Via que dá um desconto pra quem pega o metrô e depois continua o trajeto de trem ou vice versa. Mas pra isso tem que comprar os dois bilhetes juntos.
Então lá fui eu, com minha vida calma e despreocupada... apenas não querendo me atrasar para a entrevista, fui cedo pois não sabia onde ficava o tal lugar chamado Encantado, mas por indicação, tendo de descer na estação Piedade.
Saindo de Copa de metrô, já havia passado pela estação da Central diversas vezes, pois quando fazia pós-graduação, descia na estação praça XI. Mas desta vez, fiquei ali mesmo.
Seguindo as placas e indo para a saída já dentro da Central do Brasil, tomei o primeiro impacto. Eu na contramão daquela multidão que estava chegando dos trens e indo pegar o metrô.
Putz... Não esperava ver tanta gente assim logo de cara. Parecia um estouro de boiada vindo em minha direção. E eu ali todo engomadinho pensando apenas na entrevista para o emprego. Para não ser pisoteado... fui pelos cantos que não sou bobo... e assim entrei na Central do Brasil.
O nome faz jus ao monumento que é aquele lugar... uma central que une a malha ferroviária vinda de várias partes do Rio e Grande Rio. No meio daquele bando de gente com vários sotaques diferentes, fui caçando onde seria a entrada, pois apesar de ter uma coluna com mais de 40 catracas eles não liberam todas...
Assim que passei pelas catracas eletrônicas, fui direto no guichê de informações pra saber onde iria pegar o trem que me levaria ao destino certo. A recepcionista me informou na boa e visualmente comecei a procurar a plataforma certa... detalhe são mais de 10.
Pelo alto falante avisaram que o trem com o meu destino já estava na plataforma e que as pessoas deveriam embarcar nos vagões da frente. Pô... fui o mais pra frente que eu pude!!! rs rs rs
Pô... cheguei no trem e para minha surpresa ele era mais confortável que o metrô! Ar condicionado, bons acentos, um visual muito maneiro. Pensei: A zona norte ta melhor que a zona sul!
No alto falante, o motorista ou sei lá como chamam o cara que guia o trem, ia avisando o nome de cada estação. Os destaques para mim foram a estação de Mangueira (pois você vê em alguns cantos as cores da escola de samba), Maracanã (pois você vê o estádio do Maraca) e Engenho de Dentro ou Engenho Novo não me recordo o nome correto agora (pois você vê o estádio do Engenhão) que por sinal é muito bonito. E a próxima estação foi onde eu desci.
A VOLTA
Essa foi boa... fui pra estação já sofrendo no calor da tarde, pensando que iria me refrescar naquele trem com ar condicionado, mas bonito que o metrô. Putz... que decepção... o trem parou na estação e pra verificar se não era brincadeira olhei lá pra traz pra ver se não tinha ninguém empurrando aquela coisa velha caindo aos pedaços... totalmente diferente no trem que me levou até ali.
Porra, assim descobri como neguim sofre nessa vida suburbana!!!
Em breve novas histórias.
[]´s a todos!
Termos utilizados e seus significados:
Copa: Não tem nada haver com árvores. Simplesmente é uma gíria abreviando o nome do bairro de Copacabana.
Engomadinho: Gíria utilizada pra dizer que a pessoa estava vestindo uma roupa social (Camisa, terno, gravata e etc).
Neguim: Branco, negro, alto, baixo, homem, mulher, loira, monera, ruiva. Gíria genérica pra citar um bando de indivíduos. Só porque eu falei de escola de samba, não vão pensar que falei do Neguim da beija-flor.
